mais velha mais longe o mesmo medo
Monday, October 29, 2007
Monday, October 22, 2007
secret places #2
tenho um mundo secreto onde por vezes chego e tenho medo. é pesado, é escuro mas é verdadeiro e comove-me a generosidade de sentimento que há nele. ando a analisar-me como nunca o fiz e se calhar por isso sofro como já há muito não.
sabes de uma coisa?
eu vou ser sempre o teu lugar secreto e tu o meu.
revisitar-nos-emos sempre que a saudade gretar os lábios.
mesmo que o braço por baixo da nossa nuca seja de outra pessoa,
há horas de cama que não são nossas, não pertecem a quem deixou o cheiro quente no nosso corpo.
são de quem partiu e deixou marca maisquente. talvez mais proxima do sangue.
o amor é mesmo para sempre.
algumas pessoas também....
sabes de uma coisa?
eu vou ser sempre o teu lugar secreto e tu o meu.
revisitar-nos-emos sempre que a saudade gretar os lábios.
mesmo que o braço por baixo da nossa nuca seja de outra pessoa,
há horas de cama que não são nossas, não pertecem a quem deixou o cheiro quente no nosso corpo.
são de quem partiu e deixou marca maisquente. talvez mais proxima do sangue.
o amor é mesmo para sempre.
algumas pessoas também....
Saturday, October 20, 2007
secret places. #1
um lugar para quentes e redondos, pele morna
folhas caídas, cheiro a flores e madeira,
chuva,terra, a casca das árvores e a água a sair de cântaros de barro.
caixas cheias de fotografias antigas de gente que não reconhecemos. algumas têm os cantos rasgados, estãos partidas como caules arrancados e doem como alfinetes espetados de surpresa.
há pó para sacudir de roupas para arejar, há areia na soleira da porta,trazida por um vento quente qualquer, por um sião de vida que já passou por nós, como um manto de veludo que se despe antes da nudez... luz a entar por frinchas que não queremos tapar, móveis que rangem e não os queremos arranjar. pés pequenos marcados no chão de lama da adega, e contornos de mãos minusculas que desenhámos na parede de tinta a cascar ao lado do alpendre... todos os dia há pôr do sol, todos os dias há cheiro que sai da cafeteira de ferro e afasta a neblina para longe do corpo .. há cabelos nas almofadas, há vincos nos lençóis, paisagens desenhadas durante a noite por cima do colchão,
todos os dias de manhã, ao primeiro vazio da cama tiras-lhe uma polaroid que depois vais colar alinhada às outras todas que já estão na parede, onde dizes que estás a escrever o mapa da nossa felicidade...
folhas caídas, cheiro a flores e madeira,
chuva,terra, a casca das árvores e a água a sair de cântaros de barro.
caixas cheias de fotografias antigas de gente que não reconhecemos. algumas têm os cantos rasgados, estãos partidas como caules arrancados e doem como alfinetes espetados de surpresa.
há pó para sacudir de roupas para arejar, há areia na soleira da porta,trazida por um vento quente qualquer, por um sião de vida que já passou por nós, como um manto de veludo que se despe antes da nudez... luz a entar por frinchas que não queremos tapar, móveis que rangem e não os queremos arranjar. pés pequenos marcados no chão de lama da adega, e contornos de mãos minusculas que desenhámos na parede de tinta a cascar ao lado do alpendre... todos os dia há pôr do sol, todos os dias há cheiro que sai da cafeteira de ferro e afasta a neblina para longe do corpo .. há cabelos nas almofadas, há vincos nos lençóis, paisagens desenhadas durante a noite por cima do colchão,
todos os dias de manhã, ao primeiro vazio da cama tiras-lhe uma polaroid que depois vais colar alinhada às outras todas que já estão na parede, onde dizes que estás a escrever o mapa da nossa felicidade...
Friday, October 19, 2007
Wednesday, October 17, 2007
Thursday, October 11, 2007
Tuesday, October 09, 2007
when did it begin
My mother and my brother
Are facing the wind.
Why are they facing the wind ?
Why are they facing the wind ?
There's nothing more to sing about
Not now or when they carry me away
In the rain
My spinning on my name in the rain
nico
Monday, October 08, 2007
Thursday, October 04, 2007
...os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas.
sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, cada hora, não irei negar isso.não irei negar nunca que te amei.nem mesmo quando estiver deitada, nua, sobre os lençois de outra e ela me obrigar a dizer que a amo...

steven meisel + j.luis peixoto
sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, cada hora, não irei negar isso.não irei negar nunca que te amei.nem mesmo quando estiver deitada, nua, sobre os lençois de outra e ela me obrigar a dizer que a amo...
steven meisel + j.luis peixoto
Wednesday, October 03, 2007
vómito
"por isso faz um certo sentido semântico que um dos nomes da junta seja quase uma onomatopeia do vómito (SLORC).
dá de facto vontade de "slorc" perante o poço de abjecção em que os generais mergulharam as (muitas) nações birmanesas."
faíza hayat
dá de facto vontade de "slorc" perante o poço de abjecção em que os generais mergulharam as (muitas) nações birmanesas."
faíza hayat
Friday, September 28, 2007
O que é certo é que gostei de ti.
O resto não: se exististe,
e se assim foi, qual a cor dos olhos, ora verdes
ora cinzentos, deles levantou-se uma vez
um bando de andorinhas. Quais. As rápidas,
as que não andam, as que se amam no ar.
Como foi. Ficaste doente
ou coisa assim, levaram-te, muito se passou,
acho que ia ter outro filho e esqueci-me de ti
até ouvir-te, esta noite, a horas impossíveis,
vem comigo, é tempo. Larga tudo e sai,
espero por ti ao pé da cancela.
Mas cheguei lá e o trinco
estava solto, batia ao vento
contra o poste, fechei-o, voltei para trás,
a pensar em ti, que estiveste lá,
sabe-o Deus, que abriste a cancela,
que gostei de ti e também
que a porta não encaixava bem.
Eva Gerlach
O resto não: se exististe,
e se assim foi, qual a cor dos olhos, ora verdes
ora cinzentos, deles levantou-se uma vez
um bando de andorinhas. Quais. As rápidas,
as que não andam, as que se amam no ar.
Como foi. Ficaste doente
ou coisa assim, levaram-te, muito se passou,
acho que ia ter outro filho e esqueci-me de ti
até ouvir-te, esta noite, a horas impossíveis,
vem comigo, é tempo. Larga tudo e sai,
espero por ti ao pé da cancela.
Mas cheguei lá e o trinco
estava solto, batia ao vento
contra o poste, fechei-o, voltei para trás,
a pensar em ti, que estiveste lá,
sabe-o Deus, que abriste a cancela,
que gostei de ti e também
que a porta não encaixava bem.
Eva Gerlach
Tuesday, September 25, 2007
Monday, September 24, 2007
e nun me fa campá
Te voglio bbene, te voglio bbene assaiesi' ttu chesta catenaca nun se spezza maie!Suonno gentile, suspiro mio carnalete cerco comm'all'aria
Wednesday, September 19, 2007
sobre a desilusão humana
ainda há pessoas que compensam largamente ter de aturar as outras que nem por isso.
Tuesday, September 18, 2007
exlpodemNA pontaDOS dedosNA tuaDIRECCAO
Nothing much could happen
Nothing we can't shake
we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed bowie
Nothing we can't shake
we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed bowie
Thursday, September 13, 2007
Wednesday, September 12, 2007
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